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Quem Sou

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Olá, sou a Haryane Santos

Sou professora de costura, especialista em modelagem; estilista e figurinista. Minha atuação transita entre o vestuário autoral e o figurino para a cena, articulando técnica, criação e pesquisa nas relações entre corpo, materialidade e narrativa.

Minha trajetória nas artes antecede a formação acadêmica. Por oito anos atuei como bailarina de dança moderna em Belém do Pará, onde iniciei, de forma intuitiva e afetiva, minha relação com o figurino. Fui aluna do professor Maurício Quintairos, referência da dança na região, e integrei sua companhia ainda na adolescência. Nesse período, minha mãe — costureira — colaborava na confecção dos figurinos do grupo. Juntas, criávamos as peças que vestiam as bailarinas, experiência que consolidou minha base técnica e sensível com a costura desde cedo.

A partir de 2005, passei a desenvolver desenhos de figurino para espetáculos. Em 2010, mudei-me para Curitiba, onde integrei uma companhia de teatro e dança cristã, sendo responsável pela criação dos figurinos entre 2010 e 2015. Essa vivência aprofundou minha pesquisa prática sobre figurino como linguagem estética, simbólica e dramatúrgica.

Após um período de afastamento da atuação artística, retomei minha trajetória em 2024 ao ingressar no curso de Cenografia e Figurino da SP Escola de Teatro, reencontrando o fazer artístico de forma estruturada e em diálogo com coletivos contemporâneos da cena paulistana.

Paralelamente, estou em fase de conclusão da graduação em Direito, desenvolvendo um trabalho de conclusão de curso voltado à propriedade intelectual no teatro contemporâneo em comparação com o cinema, com foco em autoria, criação coletiva e os limites do registro nas artes vivas.

Atualmente, atuo como professora de costura, compartilhando conhecimento técnico em modelagem e construção do vestuário, e desenvolvo trabalhos como estilista, na criação de roupas autorais, e como figurinista, em projetos de teatro e audiovisual. Minha prática se ancora em narrativas visuais poéticas, na relação entre corpo e vestimenta, e na experimentação com resíduos têxteis e técnicas artesanais.

Acredito que vestir um corpo — em cena ou no cotidiano — é contar uma história antes mesmo da primeira fala. Foi unindo técnica, pensamento e sensibilidade que nasceu esse espaço de ensino, troca e criação, onde a costura é linguagem e discurso.

Sejam bem-vindos(as) ao meu ateliê de ideias. Aqui, a costura também é conversa.

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