Dia 5 sem Instagram: quando o vício sai, mas o gesto fica.
- haryane santos

- há 16 horas
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Eu sabia que não seria fácil perder o hábito de olhar o celular o tempo todo. Pelo contrário: eu já havia tentado ficar sem o Instagram algumas vezes e já conheço a sensação de procurar o aplicativo e sentir um vazio quando lembro que ele foi desinstalado.
Para ir trabalhar, eu tinha um pequeno ritual. Colocava os fones de ouvido, escolhia uma playlist do meu interesse e ia para o ponto de ônibus. No ponto, eu costumava pegar o celular para usar um aplicativo que rastreia a posição dos ônibus e ver quanto tempo o meu ainda ia demorar. Então ficava intercalando entre o app dos ônibus e o Instagram até conseguir embarcar.
Depois, quando chegava ao metrô, eu permanecia apenas no Instagram: olhando fotos, salvando vídeos de costura, guardando ideias de moda, compartilhando reels com alguns amigos. Quando eu finalmente chegava ao meu destino, percebia que a playlist que eu tinha escolhido mal tinha tocado, por causa do tempo que passei ouvindo o áudio dos vídeos no Instagram.
Desde que desativei o meu Instagram, existe um alívio e um vazio coexistindo em mim: o alívio de ter conseguido romper com um vício e o vazio que ficou no lugar dele.
Eu acordo de manhã e o meu instinto me faz procurar automaticamente o celular para olhar o Instagram. Quando percebo que ele não está mais lá, é estranho.
É estranho olhar para o meu celular e não ver mais tanta utilidade nele. Ele ainda tem aplicativos, tem WhatsApp, tem a função de fazer chamadas, mas, depois de muito tempo, imaginar passar um dia sem celular não me traz angústia. Só uma sensação de tanto faz.
Dia 5 sem Instagram




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